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sábado, 5 de maio de 2012

Finito.

Acontece que se ele é um perdedor, não importa de que lado da linha você esteja, esse teu sonho jamais se concretizará. Não é uma questão de crueldade, mas de fria e boníssima razão. Ele gagueja! Ele titubeia e não vem! Nunca. Dorme, dorme e os olhos acordam onde não mais tocam a minha face.
Morre! Some, então, como se fosse feito de fumaça. Lambe o chão que te leva para longe e some como se tiv...esse morrido. Se você soubesse que não preciso de muito, talvez deixasse de ser unha de fome e me desse um pedacinho desta terra sobrando aí. E se eu habitasse bem aqui? E se ocupasse um espaço imenso nesse seu coração? Seria demais? Seria desespero? Um tornado não me leva para longe, assim como os cavalos amarrados na sola do teu sapato, no fundo, não servem para nada. Talvez se você pulasse no dorso pulsante de um precípicio chegasse aos limites inesquecíveis de uma terra jamais povoada, mas sei que esse insano contato nosso perigo lhe transformaria para sempre. Um tanto de estrada e outro pouco de solidão resultam indiscutivelmente nesse ruído que abafa o nosso único som sustenido ponto e então morrem os teus lábios como morre tudo aquilo a que eu jurei distância. Amém.


Foto por: Tuane Eggers

1 comentários:

Angela Rodrigues da Conceição disse...

Isso é lindo!!!

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